Maradona teve morte súbita e Covid-19 não é descartada
Uma nova declaração durante o julgamento que apura a morte de Diego Maradona trouxe uma hipótese que ainda não havia sido comprovada no caso. O perito oficial Pablo Ferrari afirmou nesta terça-feira (22) que o ex-jogador argentino teve uma morte súbita e fulminante e que não é possível descartar que a Covid-19 tenha contribuído para o óbito.
Maradona morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, enquanto se recuperava de uma cirurgia neurológica em uma internação domiciliar, na Argentina.
Segundo Ferrari, o edema agudo no pulmão e a parada cardiorrespiratória teriam evoluído rapidamente. O especialista contestou a versão apresentada pela acusação de que o ídolo argentino teria passado aproximadamente 12 horas em agonia antes de morrer.
O perito afirmou ainda que não encontrou, nos exames analisados, sinais de problemas cardíacos ou renais que indicassem a necessidade de uma intervenção emergencial naquele momento. Para ele, a ausência de um teste para Covid-19 durante a autópsia também impede que a doença seja completamente descartada como possível causa.
A hipótese, porém, não significa que a Covid-19 tenha sido confirmada como responsável pela morte. Trata-se de uma possibilidade apresentada durante o julgamento e que diverge de conclusões anteriores sobre o caso.
Sete profissionais de saúde são julgados por suposta responsabilidade na morte de Maradona. O processo entrou na fase final dos depoimentos e deve avançar para as alegações finais em outubro. A expectativa é de que uma decisão seja conhecida em novembro.
