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Presidente é destituído e preso após crise bancária que deixou quase 3 milhões de paraguaios sem acesso ao próprio dinheiro

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Presidente é destituído e preso após crise bancária que deixou quase 3 milhões de paraguaios sem acesso ao próprio dinheiro

 

Idosos aposentados e pensionistas também estão entre os atingidos. A crise envolve aproximadamente 2,9 milhões de clientes do Ueno Bank, além de recursos previdenciários de milhares de trabalhadores e aposentados.

 

O Senado do Paraguai aprovou nesta sexta-feira (6) o impeachment de Santiago Peña, que perdeu o cargo em meio à crise financeira provocada pelo colapso do Ueno Bank. A decisão ocorreu depois que a Câmara dos Deputados autorizou a abertura do processo e o pedido de renúncia do presidente não foi aceito pelo Congresso.

 

A instituição financeira teve suas operações suspensas após uma intervenção do Banco Central, deixando milhões de correntistas temporariamente sem acesso a contas, cartões e economias. O Instituto de Previsión Social, responsável pela previdência paraguaia, possui cerca de US$ 355 milhões investidos no banco.

 

A liberação dos depósitos começou de forma gradual, mas milhares de clientes ainda aguardam a recuperação dos valores. A garantia bancária prevê cobertura de até 75 salários mínimos paraguaios por pessoa e instituição.

 

A crise provocou protestos nas ruas, pressão sobre o governo e investigações sobre possíveis irregularidades, incluindo suspeitas de conflito de interesses e uso de recursos públicos.

 

No desfecho da sequência de acontecimentos, por volta das 19h45, horário de Brasília, desta sexta-feira, 6 de novembro, Santiago Peña foi preso em sua mansão, em Assunção, capital do Paraguai, conforme informação divulgada pela GloboNews. A prisão ocorreu após a determinação de sua detenção pelo Ministério Público paraguaio.

 

O vice-presidente Pedro Alliana assume o comando do país. A crise bancária e a restituição do dinheiro aos correntistas continuam no centro das preocupações da população.

 

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