Trump mantém silêncio sobre vitória de Lula; Bolsa despenca e negócios são suspensos no Brasil
Enquanto líderes de potências mundiais parabenizaram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela reeleição neste domingo (25), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não havia se manifestado oficialmente até a manhã desta segunda-feira (26). A vitória brasileira repercutiu na China, na Rússia, no Japão, na Índia e na União Europeia, com mensagens de reconhecimento e disposição para manter relações diplomáticas e comerciais com o Brasil.
A China parabenizou Lula por meio de seu Ministério das Relações Exteriores. O Kremlin, na Rússia, também saudou a vitória, enquanto a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou a democracia e o multilateralismo. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, também enviou uma mensagem ao presidente reeleito.
Mercado financeiro reage com forte queda
A abertura dos mercados brasileiros foi marcada por forte turbulência. O dólar comercial chegou a R$ 5,42, com alta de aproximadamente 8,65% em relação ao fechamento anterior. Na Bolsa, o Ibovespa chegou a cair quase 17% durante a manhã.
A B3 acionou o mecanismo conhecido como circuit breaker, que suspende temporariamente as negociações para conter movimentos extremos. A interrupção ocorreu após o índice ultrapassar o limite de queda de 10%, e os negócios ficaram suspensos por 30 minutos.
A reação foi atribuída por analistas à surpresa com o resultado eleitoral e à reavaliação das expectativas para a política econômica do próximo mandato. A movimentação também refletiu preocupações de investidores com as contas públicas e o cenário fiscal.
Silêncio em Washington
Até a publicação das informações consultadas, Trump não havia divulgado mensagem oficial parabenizando Lula. O presidente argentino Javier Milei também permanecia sem manifestação pública sobre o resultado.
A ausência de pronunciamento do governo americano chama atenção diante das manifestações de outras potências, em um cenário que pode influenciar as relações diplomáticas e comerciais do Brasil nos próximos anos.
