Um país é como uma grande ponte sustentada por três pilares. Quando esses pilares — Legislativo, Executivo e Judiciário — começam a rachar, a ponte balança. As placas caem, o caminho fica confuso e quem está atravessando não sabe maisMP para onde ir. A população, no meio da travessia, sente o medo de cair no vazio.
Nessa hora, não adianta gritar da beira do abismo nem empurrar a ponte para testar sua força. Os extremos fazem isso: batem, provocam, acreditam que força bruta resolve rachadura. Não resolve. Extremismo não conserta pilar, só acelera o desabamento. Ele não escuta o estalo da estrutura, não aceita diálogo, não sabe construir — apenas destruir.
Para salvar a ponte, existe um único lugar seguro para trabalhar: o centro. É ali que se distribui o peso, que se reforça a base, que se conversa, que se constrói com cuidado e responsabilidade. O caminho do meio não é indecisão; é engenharia. É equilíbrio.
Reconstruir a confiança nos pilares de um país exige menos barulho e mais fundamento. Menos bordas, mais centro. Porque só o caminho do meio mantém a ponte de pé — e permite que o povo atravesse com segurança rumo ao futuro.
O texto é de Ricardo Izar
