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Vereadores e ex-vereadores vão parar atrás das grades em operação que apura desvio milionário

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Vereadores e ex-vereadores vão parar atrás das grades em operação que apura desvio milionário

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) levou para a cadeia dois vereadores e atingiu outros ex-parlamentares suspeitos de integrar um esquema que teria desviado cerca de R$ 10 milhões dos cofres públicos. A investigação aponta que empresas de fachada teriam sido usadas para receber pagamentos por serviços que não foram prestados.

O caso aconteceu em Catanduva. Foram presos o ex-presidente da Câmara, M.F., e o vereador C.A.B.S., conhecido como “Gordo do Restaurante”. Também tiveram mandados de prisão expedidos os ex-vereadores A.F.M., conhecido como “Allan dos Automóveis”, M.G. e P.C.R.C.

Batizada de Operação Rei do Pix, a ação mobilizou 20 promotores de Justiça, 11 agentes da Receita Federal, mais de 200 policiais militares e equipes da Polícia Civil.

Ao todo, a Justiça autorizou dez mandados de prisão e 47 mandados de busca e apreensão que foram cumpridos em Catanduva, Adamantina, Bauru, Jaboticabal e São Paulo.

Segundo o Ministério Público, as suspeitas de irregularidades se concentram nos anos de 2023 e 2024. A apuração indica que recursos públicos teriam sido destinados a empresas que existiam apenas no papel, causando prejuízo milionário aos cofres da Câmara Municipal.

Os dois vereadores presos haviam sido reeleitos nas eleições de 2024. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e o destino dos valores supostamente desviados.

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