Novo tratamento contra Alzheimer anima cientistas e pode mudar o rumo da doença
A ciência deu um passo importante no combate ao Alzheimer. Medicamentos como Lecanemab e Donanemab demonstraram, em estudos clínicos, a capacidade de remover placas beta-amiloides do cérebro e desacelerar o avanço da doença em pacientes nos estágios iniciais.
Os testes com Lecanemab começaram a ganhar força por volta de 2020, com estudos de fase avançada envolvendo cerca de 1.795 pacientes. Os resultados mostraram redução de até 27% na progressão do declínio cognitivo após 18 meses de tratamento. 
Já o Donanemab teve estudos iniciados ainda na década passada, com fases iniciais entre 2013 e 2016, e testes mais recentes com mais de 1.700 participantes. Em ensaios de fase 3, o medicamento conseguiu retardar a progressão da doença em cerca de 35% e eliminar placas amiloides em boa parte dos pacientes. 
Os resultados gerais apontam que esses tratamentos não representam uma cura, mas conseguem atrasar os sintomas por meses ou até anos, especialmente quando aplicados no início da doença. Em alguns casos, pacientes chegaram a ficar sem progressão significativa por até um ano. 
Apesar do avanço, especialistas alertam para efeitos colaterais, como inchaço cerebral, e destacam que os benefícios ainda são considerados moderados. Mesmo assim, os medicamentos já foram aprovados em países como Estados Unidos e representam uma nova era no tratamento do Alzheimer. 








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