Justiça autoriza interdição de Fernando Henrique Cardoso e filhos assumem controle do patrimônio
A Justiça de São Paulo autorizou a interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, após pedido feito por seus filhos. A solicitação foi apresentada recentemente, com base em laudos médicos que apontaram comprometimento cognitivo e dificuldade para gerir a própria vida civil e financeira.
O pedido foi protocolado pelos herdeiros com o objetivo de proteger o ex-presidente, principalmente em relação à administração dos bens e decisões patrimoniais. A interdição é um mecanismo legal usado quando a pessoa não consegue mais responder plenamente por atos da vida civil, evitando prejuízos e riscos.
A decisão autorizou a interdição parcial e nomeou os filhos como curadores. Eles passam a ser responsáveis pela gestão financeira e por decisões patrimoniais mais relevantes.
Mesmo com a medida, Fernando Henrique mantém direitos pessoais, mas não poderá tomar decisões financeiras importantes sozinho, como venda de bens ou movimentações de alto valor sem acompanhamento dos curadores.
O patrimônio do ex-presidente é estimado em cerca de R$ 20 milhões, incluindo imóveis, investimentos e direitos autorais ligados à sua trajetória acadêmica e política. A Justiça determinou que qualquer movimentação relevante deverá ter supervisão, garantindo maior segurança sobre os bens.
Na prática, os curadores poderão administrar despesas do dia a dia e preservar o patrimônio, mas decisões maiores seguirão sob controle judicial.
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