Mulher dada como morta por engano após atropelamento apresenta melhora e deixa UTI
Uma mulher de 29 anos, dada como morta por engano após ser atropelada em uma rodovia de Bauru, apresentou melhora significativa no quadro de saúde e recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva. O caso, que causou grande repercussão, expôs uma falha grave no atendimento inicial e agora segue sob apuração.
O atropelamento aconteceu no dia 18 de janeiro, na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294). Após o impacto, equipes de resgate foram acionadas e, durante o atendimento, a vítima foi declarada morta ainda no local. A Polícia Militar Rodoviária chegou a ser chamada para a ocorrência, diante da informação de óbito.
No entanto, pouco tempo depois, um segundo médico que chegou à rodovia percebeu que a mulher ainda apresentava sinais vitais, como respiração e batimentos cardíacos. Diante disso, os protocolos foram revistos imediatamente, a vítima foi reanimada, intubada e encaminhada em estado grave ao hospital.
Ela foi internada na UTI do Hospital de Base de Bauru, onde permaneceu por vários dias sob cuidados intensivos. Durante a internação, o quadro era considerado delicado, mas, ao longo da semana, a paciente passou a responder a estímulos, indicando evolução clínica.
Na segunda-feira, 26 de janeiro, os médicos constataram melhora importante e autorizaram a alta da UTI, com transferência para a enfermaria. O estado de saúde é considerado estável, e ela segue em acompanhamento médico.
O caso levantou questionamentos sobre os procedimentos adotados no atendimento pré-hospitalar. As circunstâncias do erro na constatação da morte passaram a ser analisadas, e órgãos competentes abriram apurações para verificar a conduta da equipe envolvida e o cumprimento dos protocolos médicos.
A situação reacendeu o debate sobre a importância da checagem rigorosa de sinais vitais em ocorrências graves e sobre a responsabilidade dos serviços de emergência.








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