Um episódio ligado à Paróquia Santa María, em Buenos Aires, continua sendo lembrado como um dos casos religiosos mais debatidos da década de 1990.
Segundo a versão mais difundida, um fragmento de hóstia consagrada teria sido colocado em água e, com o passar do tempo, apresentado alterações visuais, passando a exibir coloração avermelhada e, posteriormente, uma consistência semelhante à de tecido orgânico.
O material teria sido preservado e, anos depois, uma parte teria sido submetida a análises laboratoriais solicitadas no contexto da Igreja local. Essas investigações são frequentemente associadas ao então bispo Jorge Mario Bergoglio, que mais tarde se tornaria arcebispo e, posteriormente, o Papa Francisco.
Relatos divulgados por entidades católicas afirmam que a amostra analisada teria sido identificada como tecido compatível com miocárdio humano, com a presença de células de defesa preservadas e sinais interpretados como estresse no tecido.
Por outro lado, pesquisadores e críticos que examinaram o caso destacam limitações relevantes para que essas conclusões sejam tratadas como evidência científica conclusiva. Entre os pontos levantados estão a falta de acesso público a dados brutos, lacunas na documentação disponível e questionamentos sobre a cadeia de custódia e os métodos empregados em parte das análises divulgadas.
Do ponto de vista do que pode ser verificado hoje, há um elemento central: existe um relato religioso amplamente difundido, com versões detalhadas, e também um debate técnico aberto sobre o grau de comprovação pública e científica dessas alegações.








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