LAUDO CONSTA QUE BEBÊ DE 4 MESES MORREU DEVIDO A UMA PNEUMOPATIA ASPIRATIVA

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O laudo necroscópico emitido ontem (22/03) constatou que a bebê de 4 meses morreu devido a uma pneumopatia aspirativa, que pode ocorrer em bebês que aspiram líquidos, um dia após ser liberada do Pronto-Socorro Pediátrico em Botucatu. A Prefeitura abriu uma sindicância para apurar o atendimento.

Segundo relato da mãe ao G1, o primeiro laudo foi emitido pelo Hospital das Clínicas que administra o PS em parceria com a prefeitura. O IML também deve enviar um segundo laudo.

Ainda segundo a mãe, o IML deve concluir a perícia e, se constatar algo diferente do que está no laudo do HC, a Polícia Civil informou à família que abrirá inquérito para apurar o caso.

Um B.O. foi registrado e a mãe vai contestar os médicos sobre a mancha que apareceu no pulmão da filha, Helena Oliveira Sales, depois de um raio-X feito no dia do atendimento no PS. Isso porque, segundo a mãe, outra justificativa apresentada pelos médicos para liberá-la é que a mancha no pulmão da criança seria a mesma de dias anteriores, quando a menina já havia sido diagnosticada com a doença.

No dia 1º de março, a mãe explicou no B.O. que levou Helena ao PSI com problemas respiratórios, de onde foi levada ao HC e ficou dois dias na UTI. Na ocasião, além de pneumonia, a menina foi diagnosticada com Covid-19.

Transcorridos 15 dias, a bebê apresentou falta de ar pela segunda vez e, por isso, os pais a levaram ao PSI. Mesmo após os exames feitos, os médicos a liberaram pela alta demanda de pacientes no dia, com a condição de que, se o quadro piorasse, a família retornasse ao PSI.

Um dia depois, 17 de março, os pais acionaram o SAMU por volta das 10h, que levou Helena de volta ao HC. Ainda no hospital, a morte da bebê foi constatada.

Em nota enviada no dia 19 de março, o HC havia confirmado que a menina passou pelo atendimento médico, porém o PS infantil estava com alta demanda e período de espera de até cinco horas. Porém, ainda na nota, o HC disse que avaliações preliminares sugeriam que a causa da morte não estaria relacionada com a queixa inicial relatada na consulta, nem com o atendimento prestado no PSI.

Informações: G1.

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